Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

HOJE

Hoje

é o dia mais longo de todos os dias

hoje

são as flores sem aroma

são os sons sem melodia

é o toque sem sentir

são as cores a preto e branco

é o paladar sem olfacto

hoje

é o dia da ira e do desalento

do sono e do tormento

é o dia da paz ostentando a arma

é o dia de desalento

mas não aceito o carma

Hoje

é o dia mais longo de todos os dias

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:22
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SIMULAÇÕES

as esquinas do vento sibilam

silvam subversões

papel de luxo rebrilha nos embrulhos de falsidade

privilegia-se a mediocridade

os valores jazem em vala comum

o sofismo abandonou esta vida insana

faz falta declarar a urgência da morte.

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:20
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POEMA AO ABISMO

aguardo à beira do abismo

que regresse o eco solitário

asco do arroto, ainda mudo, possível

alastra-se o vazio

cresce, sem rumo certo

inconformado reino dos refúgios

pede-se o aconchego da natureza

aguardo à beira do abismo

que regresse o eco solitário

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:18
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REDE

no arame, tento o equilíbrio

tropeço

caio

seguro-me

ergo-me

no arame, tento o equilíbrio

não tenho rede

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:17
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PACATAMENTE

sortilégios ocultos

no ruflar das asas de meu pensamento

invento onde acoitar a alma

nos mistérios do entardecer

quero rasgar osilêncio

sou romeira da vontade

quero voar-me, para além de mim

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:15
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CINJO AS ÁRVORES

na quietude mansa

do anelar das águas de um rio

busco bússola dos segredos

querendo ocultar degredos

temo voar

não sou pomba nem condor

nem batráquio

nem borboleta

escuto o murmurar da indiferença

instigo-me

cinjo as árvores

em despido abraço de despedida

sinto a mágoa que encerro

anseio o sorriso do sol

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:14
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ACOLHER A SAUDADE

rosa desfeita em airosas pétalas

o cheiro de espanto das romãs maduras

nos olhos dos muros de musgo

pintar as lágrimas de arco-íris

quando a bruma devora o mar

a chuva fria permanece no som dos violinos

açoitam asas de aves

que emudecem, tal folhas de jasmim

beijos de sal sabendo a lua

pacato zénite

  

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:12
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PRISIONEIRA

sendo livre como o mar

sou prisioneira da terra

mal caibo em mim como ser afectivo

preciso de olhos para entender a palavra

as escuras nuvens envolvem-me em breu

fraseologia devida

fraseologia de vida

enterro angústias

entretenho vivências raiadas a preto e negro

erros conceptuais, só vejo o que é palpável

 

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

 

publicado por Edite Gil às 23:11
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MALFADADO DESEJO

Recuso-me a colher a dor.

As nuvens                            

são reproduções complexas

de sombrias manhãs

de tristes entardecer …

Já é tarde para gritar

que o futuro não é obrigatório.

O tempo devora o tempo…

Preciso de um lenço grande

deixem-me chorar a esmo!

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

 

publicado por Edite Gil às 23:10
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CONFLITOS DE PENHASCOS

conflitos de penhascos

entoa a sonata do desejo

a boca sedenta do dia

na intemporal necessidade que rasga os olhos da noite

comprei ilusão

cinzelo obscuridades

voam verdes gaivotas ao som de uma voz

orgia do sol no bater das asas

quero amarrar as feras

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:08
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AMARRAS

passo agreste do destino

estou a mais em todos os lugares

recrudescer do sonho desvanecido

aguardo na solidão

no coro de meu lamento

neste chão onde deitei meus lábios

aguardo o espirro perfumado das flores

na noite que me amarra

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 23:07
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AGUARDAR A TEMPESTADE

Traçando a esperança na alvorada

espero a tempestade

deixo-me levar acordada pelo sonho do vento

no desabrochar da ilusão

necessidade da túlipa e sede da maçã

magnificente ternura selvagem

colho os louros de nova madrugada

onde grossas águas fustigam minha janela

entanto, cresce a angústia

segredo às folhas macilentas

o caminho que sorvo, com gula

o desejo de florir

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

 

publicado por Edite Gil às 22:54
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